Por Daniel França
As mudanças no quadro político brasileiro a partir da Constituição de 1988 são temas de discussão de um dos grupos de trabalho do 14º Encontro de Ciências Sociais do Norte e Nordeste (Ciso). Intitulado “Políticas públicas e governo”, o GT é coordenado pelos professores Gil Célio de Castro Cardoso, da Universidade de Brasília, e Ilza Araújo Leão de Andrade, da Universidade Federal do Rio Grande de Norte. O grupo vem apresentando pesquisas sobre o assunto desde 1999.
A Constituição de 1988 implementou mudanças e reformas do Estado, o que, segundo os pesquisadores, provocou a renovação de suas práticas, filosofia e de pessoal. A descentralização de processos decisórios é apontada como uma das principais transformações dessa mudança que vem configurando as políticas públicas brasileiras, o que pode ser percebido na municipalização de determinadas ações governamentais.
Mas de acordo com a coordenadora e fundadora do GT, Ilza Araújo, o processo de descentralização não veio acompanhado apenas de mudanças, mas também de algumas permanências. “Muitas das mudanças ficaram no papel, uma vez que não conseguiram substituir as velhas práticas de fazer política no nosso país. Mas, do ponto de vista filosófico, a grande mudança foi a introdução da idéia de participação da sociedade nos processos deliberativos. Isso tem o sentido de aproximação do Estado com a sociedade e de democratização do fazer político”, analisa.
A burocracia estatal também é um dos aspectos que serão discutidos no GT. A professora Ilza explica que essa ferramenta protegeria, “teoricamente”, as ações governamentais de interesses pessoais. Porém, a burocracia tende a diminuir quando são introduzidos mecanismos participativos que, de um lado, tendem a brecar os interesses pessoais, e, de outro, funcionam como mecanismos de decisão coletiva. “No entanto, é difícil a junção desses dois modelos de encaminhamento e deliberação dos assuntos públicos, pois eles seguem uma racionalidade diferente”.
Um outro assunto que está na pauta dos pesquisadores que compõem o GT é a relação das políticas públicas com as ideologias partidárias. No Brasil, eles verificam que a alternância do poder quase sempre significa a descontinuidade de ações desenvolvidas em gestões anteriores. “As políticas públicas são sempre reflexos dos interesses e propósitos das elites no poder. Isso explica a descontinuidade das políticas. No Brasil, a alternância de partidos no comando dos governos vem sempre acompanhada do desmonte de determinadas políticas ou da criação de políticas semelhantes que fragilizam a estrutura anterior. Os governos no Brasil têm necessidade de negar as experiências anteriores e carimbar suas ações. Isso é personificar as ações públicas ou partidarizá-las”, finaliza Ilza.
O 14º Ciso acontecerá entre os dias 8 e 11 de setembro na Universidade Federal Rural de Pernambuco. O encontro tem o apoio da Universidade Católica de Pernambuco, Universidade Federal de Pernambuco e Faculdade Marista. A programação completa do Ciso está disponível no www.fundaj.gov.br/xivciso.
quarta-feira, 29 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Ciso apresentará GT sobre Instituições Políticas
Por Daniel França
O 14º Encontro de Ciências Sociais do Norte e Nordeste (Ciso), que acontecerá de 8 a 11 de setembro, apresentará 30 grupos de trabalho (GT). São pesquisas de 50 programas de pós-graduação de várias instituições. Entre os presentes na programação do evento, está o grupo intitulado de Instituições Políticas, coordenado pelos professores Ernani Carvalho, da Universidade Federal de Pernambuco; e Paulo Sérgio Peres, da Universidade Federal de São Paulo.
“Selecionamos os melhores artigos para publicarmos na revista Política Hoje, do programa de pós-graduação em Ciência Política da UFPE”, diz Ernani. Ele conta ainda que a proposta de formar um GT específico para discutir Ciência Política surgiu no 13º Ciso, realizado em 2007, na cidade de Maceió. “Houve um aumento considerável na demanda por debate nesta área. As pesquisas deste ano impressionam pela qualidade dos trabalhos apresentados por doutores e doutorandos”, complementa.
O GT está organizado em três sessões. Cada uma delas apresentará cinco trabalhos e dois painéis. Um desses trabalhos terá como tema o Federalismo, Conflito Político e Privatizações, de autoria do professor Ricardo Borges Gomes Neto, da Universidade Federal de Roraima. O texto faz uma análise das transformações federativas ocorridas no primeiro governo do então Presidente Fernando Henrique Cardoso.
Segundo a pesquisa, a redemocratização tornou os governadores de estado mais importantes na medida em que eles passaram a interferir politicamente, com mais intensidade, nas soluções de crises econômicas. O pesquisador analisa como foi o processo de estabilização da economia e a “recentralização das relações federativas”. O trabalho também aborda as dificuldades trazidas pelo Plano Real para os estados na renegociação de suas dívidas e as privatizações de bancos estaduais.
Um outro trabalho trata da Governabilidade, Urgência e Relevância: medidas provisórias e judicialização da política orçamentária do Brasil. O estudo de autoria do professor José Mario Wanderley Gomes Neto, da Universidade Católica de Pernambuco, em co-autoria com os professores João Hélio Coutinho e Hugo Leonardo Lopes de Souza, ambos da UFPE, analisa as conseqüências do excesso de medidas provisórias (MP) elaboradas pelo Executivo Federal.
A pesquisa reconhece a legitimidade do instrumento, mas leva em consideração que a edição em demasia de MP´s desrespeita a vontade do Congresso Nacional, provocando a intervenção do Supremo Tribunal Federal. Um contexto em que, de um lado assegura a autonomia entre os Poderes, mas por outro âmbito leva a concluir que a política orçamentária brasileira passa por um processo de judicialização.
A corrupção também é tema de pesquisa no GT e as conseqüências dela nos indicadores sociais são estudadas pelo professor Clóvis Vieira de Melo (UFPE). O trabalho não se restringe a identificar tais práticas e sua intensidade, mas questiona o que se tem feito de concreto para combatê-la. Tal análise partiu de dados coletados de auditorias do Governo Federal em gestões municipais e analisa seu impacto na saúde e educação.
Já a relação entre o Programa Bolsa Família e os votos no então candidato à reeleição presidencial em 2006, Luiz Inácio Lula da Silva, são objeto de estudo do painel dos professores Rodrigo Santiago da Silva e Maíra Neves Ferraz (UFPE). Eles analisaram a possível transferência de votos dos beneficiários do PBF em Lula e qual a real influência do programa no desempenho eleitoral do Presidente. A relação completa dos GT´s do 14º Ciso e outras informações sobre o trabalho estão disponíveis no site www.fundaj.gov.br/xivciso.
O 14º Encontro de Ciências Sociais do Norte e Nordeste (Ciso), que acontecerá de 8 a 11 de setembro, apresentará 30 grupos de trabalho (GT). São pesquisas de 50 programas de pós-graduação de várias instituições. Entre os presentes na programação do evento, está o grupo intitulado de Instituições Políticas, coordenado pelos professores Ernani Carvalho, da Universidade Federal de Pernambuco; e Paulo Sérgio Peres, da Universidade Federal de São Paulo.
“Selecionamos os melhores artigos para publicarmos na revista Política Hoje, do programa de pós-graduação em Ciência Política da UFPE”, diz Ernani. Ele conta ainda que a proposta de formar um GT específico para discutir Ciência Política surgiu no 13º Ciso, realizado em 2007, na cidade de Maceió. “Houve um aumento considerável na demanda por debate nesta área. As pesquisas deste ano impressionam pela qualidade dos trabalhos apresentados por doutores e doutorandos”, complementa.
O GT está organizado em três sessões. Cada uma delas apresentará cinco trabalhos e dois painéis. Um desses trabalhos terá como tema o Federalismo, Conflito Político e Privatizações, de autoria do professor Ricardo Borges Gomes Neto, da Universidade Federal de Roraima. O texto faz uma análise das transformações federativas ocorridas no primeiro governo do então Presidente Fernando Henrique Cardoso.
Segundo a pesquisa, a redemocratização tornou os governadores de estado mais importantes na medida em que eles passaram a interferir politicamente, com mais intensidade, nas soluções de crises econômicas. O pesquisador analisa como foi o processo de estabilização da economia e a “recentralização das relações federativas”. O trabalho também aborda as dificuldades trazidas pelo Plano Real para os estados na renegociação de suas dívidas e as privatizações de bancos estaduais.
Um outro trabalho trata da Governabilidade, Urgência e Relevância: medidas provisórias e judicialização da política orçamentária do Brasil. O estudo de autoria do professor José Mario Wanderley Gomes Neto, da Universidade Católica de Pernambuco, em co-autoria com os professores João Hélio Coutinho e Hugo Leonardo Lopes de Souza, ambos da UFPE, analisa as conseqüências do excesso de medidas provisórias (MP) elaboradas pelo Executivo Federal.
A pesquisa reconhece a legitimidade do instrumento, mas leva em consideração que a edição em demasia de MP´s desrespeita a vontade do Congresso Nacional, provocando a intervenção do Supremo Tribunal Federal. Um contexto em que, de um lado assegura a autonomia entre os Poderes, mas por outro âmbito leva a concluir que a política orçamentária brasileira passa por um processo de judicialização.
A corrupção também é tema de pesquisa no GT e as conseqüências dela nos indicadores sociais são estudadas pelo professor Clóvis Vieira de Melo (UFPE). O trabalho não se restringe a identificar tais práticas e sua intensidade, mas questiona o que se tem feito de concreto para combatê-la. Tal análise partiu de dados coletados de auditorias do Governo Federal em gestões municipais e analisa seu impacto na saúde e educação.
Já a relação entre o Programa Bolsa Família e os votos no então candidato à reeleição presidencial em 2006, Luiz Inácio Lula da Silva, são objeto de estudo do painel dos professores Rodrigo Santiago da Silva e Maíra Neves Ferraz (UFPE). Eles analisaram a possível transferência de votos dos beneficiários do PBF em Lula e qual a real influência do programa no desempenho eleitoral do Presidente. A relação completa dos GT´s do 14º Ciso e outras informações sobre o trabalho estão disponíveis no site www.fundaj.gov.br/xivciso.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Regras para envio dos trabalhos
Os artigos dos trabalhos aprovados serão publicados em nossa homepage e deverão ser enviados para o e-mail cisogt@gmail.com até o dia 3 de julho de 2009. Quem teve o trabalho aprovado para apresentação na forma de painel também deverá enviar o artigo completo.
As regras de formatação são as seguintes:
* Formato do arquivo: PDF
* Nome do arquivo: colocaro número do GT e o sobrenome do autor separados por underline. Por exemplo: GT1_[sobrenome do autor]
* Capa:
1) No alto da página, alinhado ao centro: XIV CISO – ENCONTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS DO NORTE E NORDESTE; Times New Roman tamanho 14;
2) No centro da página, alinhado ao centro: colocar o número e o nome do GT, Times New Roman tamaho 14. Por exemplo: GT1: Nononononon. Na mesma posição, abaixo, o título do trabalho. Na próxima linha, alinhado à direita, o nome do(s) autor(es) e instituição, Times New Roman tamanho 12. Na linha seguinte, com a mesma formatação, o e-mail(s);
3) No pé da página, alinhado ao centro: Recife. Na mesma posição, na linha abaixo, 2009; Times New Roman tamanho 12.
* O artigo deverá ter entre 15 e 20 páginas;
* Espaçamento: 1,5 linhas;
* Tipo de fonte: Times New Roman tamho 12;
* Margens: superior = 3; inferior = 2.5; esquerda = 3; direita = 2,5;
* Notas de roda-pé: Times New Roman tamanho 10.
Atenção! Os trabalhos fora desse padrão e enviados depois de 3 de julho de 2009 não serão publicados no site do XIV CISO.
As regras de formatação são as seguintes:
* Formato do arquivo: PDF
* Nome do arquivo: colocaro número do GT e o sobrenome do autor separados por underline. Por exemplo: GT1_[sobrenome do autor]
* Capa:
1) No alto da página, alinhado ao centro: XIV CISO – ENCONTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS DO NORTE E NORDESTE; Times New Roman tamanho 14;
2) No centro da página, alinhado ao centro: colocar o número e o nome do GT, Times New Roman tamaho 14. Por exemplo: GT1: Nononononon. Na mesma posição, abaixo, o título do trabalho. Na próxima linha, alinhado à direita, o nome do(s) autor(es) e instituição, Times New Roman tamanho 12. Na linha seguinte, com a mesma formatação, o e-mail(s);
3) No pé da página, alinhado ao centro: Recife. Na mesma posição, na linha abaixo, 2009; Times New Roman tamanho 12.
* O artigo deverá ter entre 15 e 20 páginas;
* Espaçamento: 1,5 linhas;
* Tipo de fonte: Times New Roman tamho 12;
* Margens: superior = 3; inferior = 2.5; esquerda = 3; direita = 2,5;
* Notas de roda-pé: Times New Roman tamanho 10.
Atenção! Os trabalhos fora desse padrão e enviados depois de 3 de julho de 2009 não serão publicados no site do XIV CISO.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Precarização do trabalho é um dos temas do 14º Ciso
Por Daniel França
15/06/09
As mudanças nas relações de trabalho e suas conseqüências na sociedade contemporânea são alguns dos temas que serão discutidos durante o 14º Encontro de Ciências Sociais do Norte e Nordeste, o Ciso 2009, que será realizado entre os dias 8 e 11 de setembro na Universidade Federal Rural de Pernambuco. O evento faz parte das comemorações dos 60 anos da Fundação Joaquim Nabuco.
Intitulado Classes sociais, desigualdade e subjetividade: precarização, invisibilidade e prevalência do trabalho atípico na contemporaneidade, o grupo de trabalho (GT2) reúne 15 trabalhos de pesquisadores de Alagoas, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Rio de Janeiro, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco. A coordenação é dos professores Vera Lúcia Navarro, da Universidade de São Paulo (USP); Alice Anabuki Plancherel e Ricardo Mayer, ambos da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
Para Alice, a classe trabalhadora se diversificou e se tornou mais complexa nas últimas décadas. Ela acredita que a crise do modelo fordista e taylorista realçou as diferenças nos conceitos de emprego e trabalho. “Os postos de trabalhos amparados pelas proteções sociais garantidas pelo Estado diminuíram muito com a flexibilização dos contratos”.
Segundo a professora, a globalização e o neoliberalismo são os principais fenômenos responsáveis por esse cenário, no qual também se observa o aumento da informalidade e o desenvolvimento de outras formas de relações de trabalho. Ela cita como exemplo as pessoas que prestam serviços temporários, as cooperativas e os trabalhadores autônomos, além de ex-empregados recontratados pelas empresas sob forma de “pessoa jurídica”.
O grupo analisa também os efeitos dessas mudanças na subjetividade de trabalhadores e trabalhadoras. De acordo com os pesquisadores, a falta de estabilidade gera insegurança, incerteza, ansiedade e angústia na vida pessoal e familiar. “Sem trabalho ou sem emprego, as pessoas parecem perder referências: sua percepção é a de se sentir desvalorizada, socialmente diminuída em sua condição de ser humano”, analisa Alice. No mercado, esse contexto estimula a competitividade que, em algumas situações, torna-se destrutiva. “A competição é corrosiva da ética e da solidariedade entre os membros da própria classe trabalhadora”, complementa. As pesquisas do grupo apontam que este tipo de “pressão” tende a fragmentar mais ainda a coesão social e política da classe assalariada.
E, nessa competição, muitos profissionais buscam na qualificação o diferencial para se sobressair na disputa por uma vaga. Por isso, o mercado de trabalho está mais seletivo e difícil em diversos campos de atuação. Como exemplo, Alice cita um concurso para professores realizado recentemente pela UFAL, no qual 110 candidatos disputaram seis vagas distribuídas nas áreas de antropologia, sociologia e ciência política.
15/06/09
As mudanças nas relações de trabalho e suas conseqüências na sociedade contemporânea são alguns dos temas que serão discutidos durante o 14º Encontro de Ciências Sociais do Norte e Nordeste, o Ciso 2009, que será realizado entre os dias 8 e 11 de setembro na Universidade Federal Rural de Pernambuco. O evento faz parte das comemorações dos 60 anos da Fundação Joaquim Nabuco.
Intitulado Classes sociais, desigualdade e subjetividade: precarização, invisibilidade e prevalência do trabalho atípico na contemporaneidade, o grupo de trabalho (GT2) reúne 15 trabalhos de pesquisadores de Alagoas, Minas Gerais, São Paulo, Tocantins, Rio de Janeiro, Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Pernambuco. A coordenação é dos professores Vera Lúcia Navarro, da Universidade de São Paulo (USP); Alice Anabuki Plancherel e Ricardo Mayer, ambos da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
Para Alice, a classe trabalhadora se diversificou e se tornou mais complexa nas últimas décadas. Ela acredita que a crise do modelo fordista e taylorista realçou as diferenças nos conceitos de emprego e trabalho. “Os postos de trabalhos amparados pelas proteções sociais garantidas pelo Estado diminuíram muito com a flexibilização dos contratos”.
Segundo a professora, a globalização e o neoliberalismo são os principais fenômenos responsáveis por esse cenário, no qual também se observa o aumento da informalidade e o desenvolvimento de outras formas de relações de trabalho. Ela cita como exemplo as pessoas que prestam serviços temporários, as cooperativas e os trabalhadores autônomos, além de ex-empregados recontratados pelas empresas sob forma de “pessoa jurídica”.
O grupo analisa também os efeitos dessas mudanças na subjetividade de trabalhadores e trabalhadoras. De acordo com os pesquisadores, a falta de estabilidade gera insegurança, incerteza, ansiedade e angústia na vida pessoal e familiar. “Sem trabalho ou sem emprego, as pessoas parecem perder referências: sua percepção é a de se sentir desvalorizada, socialmente diminuída em sua condição de ser humano”, analisa Alice. No mercado, esse contexto estimula a competitividade que, em algumas situações, torna-se destrutiva. “A competição é corrosiva da ética e da solidariedade entre os membros da própria classe trabalhadora”, complementa. As pesquisas do grupo apontam que este tipo de “pressão” tende a fragmentar mais ainda a coesão social e política da classe assalariada.
E, nessa competição, muitos profissionais buscam na qualificação o diferencial para se sobressair na disputa por uma vaga. Por isso, o mercado de trabalho está mais seletivo e difícil em diversos campos de atuação. Como exemplo, Alice cita um concurso para professores realizado recentemente pela UFAL, no qual 110 candidatos disputaram seis vagas distribuídas nas áreas de antropologia, sociologia e ciência política.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Faça sua inscrição para o XIV CISO
As inscrições para o 14º Encontro de Ciências Sociais do Norte e Nordeste (Ciso) já estão abertas (clique aqui). O evento, que vai acontecer entre os dias 8 e 11 de setembro, também marca os 60 anos da Fundação Joaquim Nabuco e conta com o apoio da Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e Faculdade Marista do Recife. A programação está organizada em 12 fóruns, 12 mesas-redondas e oito minicursos que irão discutir o tema “Desigualdade e Justiça Regional: regiões, classes e identidades no mundo globalizado”. As atividades serão realizadas no campus da Universidade Federal Rural de Pernambuco, que fica no bairro de Dois Irmãos, Zona Norte do Recife.
A proposta é reunir especialistas não só da região, mas também de outras partes do Brasil e de outros países. De acordo com o comitê organizador, estão sendo convidados pesquisadores da Argentina, Chile, Colômbia, México e Venezuela para participarem do encontro. "Além de reunir pesquisadores, o XIV CISO pretende fazer a interação entre academia, sociedade, representantes do terceiro setor e do poder público”, explica um dos organizadores do Ciso e pesquisador da Fundaj, Alexandre Zarias.
Ao todo, a programação vai reunir 30 grupos de trabalhos (GT´s) sobre os mais diversos temas das Ciências Sociais. Trata-se da troca de experiência de produção científica de 50 programas de pesquisa e pós-graduação de várias instituições. Entre GT´s, fóruns e mesas-redondas serão apresentados cerca de 500 trabalhos. “Educação, violência, desigualdade regional e concentração de renda. Todos esses temas têm repercussão nas políticas públicas a serem analisadas e debatidas durante o evento”, explica o presidente da comissão organizadora do Ciso e pesquisador da Fundaj, o professor Joanildo Burity.
O 14º Ciso contará ainda com uma vasta programação cultural que está em fase de elaboração. A primeira edição do encontro aconteceu no Recife em 1986 e a mais recente foi em Maceió, em 2007. O Ciso acontece a cada dois anos. Outras informações sobre as inscrições e a programação estão disponíveis no site www.fundaj.gov.br/xivciso ou pelo telefone (81) 3073-6573.
A proposta é reunir especialistas não só da região, mas também de outras partes do Brasil e de outros países. De acordo com o comitê organizador, estão sendo convidados pesquisadores da Argentina, Chile, Colômbia, México e Venezuela para participarem do encontro. "Além de reunir pesquisadores, o XIV CISO pretende fazer a interação entre academia, sociedade, representantes do terceiro setor e do poder público”, explica um dos organizadores do Ciso e pesquisador da Fundaj, Alexandre Zarias.
Ao todo, a programação vai reunir 30 grupos de trabalhos (GT´s) sobre os mais diversos temas das Ciências Sociais. Trata-se da troca de experiência de produção científica de 50 programas de pesquisa e pós-graduação de várias instituições. Entre GT´s, fóruns e mesas-redondas serão apresentados cerca de 500 trabalhos. “Educação, violência, desigualdade regional e concentração de renda. Todos esses temas têm repercussão nas políticas públicas a serem analisadas e debatidas durante o evento”, explica o presidente da comissão organizadora do Ciso e pesquisador da Fundaj, o professor Joanildo Burity.
O 14º Ciso contará ainda com uma vasta programação cultural que está em fase de elaboração. A primeira edição do encontro aconteceu no Recife em 1986 e a mais recente foi em Maceió, em 2007. O Ciso acontece a cada dois anos. Outras informações sobre as inscrições e a programação estão disponíveis no site www.fundaj.gov.br/xivciso ou pelo telefone (81) 3073-6573.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Normas para apresentação de painéis
Caso seu trabalho tenha sido aprovado no formato de painel, lembramos que, mesmo assim, você deverá enviar o artigo completo, para ser publicado em nossa homepage. O arquivo deverá ser anexado em mensagem para o e-mail cisogt@gmail.com até o dia 3 de julho de 2009 (ver post anteior).
Conforme as regras estabelecidas em nosso edital, os painéis a serem apresentados nos Grupos de Trabalho deverão seguir as seguintes normas:
(a) Tamanho do painel: 0,90m de largura por 1,00m de altura.
(b) O texto do painel deve ser legível a uma distância de pelo menos dois metros.
(c) Fica a cargo de cada coordenação de GT a organização das atividades de modo a permitir uma breve apresentação oral, de no máximo 5 minutos, de cada um dos painéis programados, além dos momentos de intervalo ou término das sessões.
(d) Conteúdo do painel:
1. TÍTULO DO TRABALHO (em letras maiúsculas);
2. AUTOR;
3. INSTITUIÇÃO DO AUTOR;
4. APOIOS INSTITUCIONAIS RECEBIDOS PARA A PESQUISA (se houver);
5. OBJETO E OBJETIVOS: Descrição geral da pesquisa com definição clara do objeto e dos objetivos;
6. METODOLOGIA: Apresentar sinteticamente a metodologia ou forma de abordagem da pesquisa e suas fontes;
7. RESULTADOS E CONCLUSÕES: Indicar os principais resultados e conclusões obtidos, de acordo com os objetivos propostos;
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Conforme as regras estabelecidas em nosso edital, os painéis a serem apresentados nos Grupos de Trabalho deverão seguir as seguintes normas:
(a) Tamanho do painel: 0,90m de largura por 1,00m de altura.
(b) O texto do painel deve ser legível a uma distância de pelo menos dois metros.
(c) Fica a cargo de cada coordenação de GT a organização das atividades de modo a permitir uma breve apresentação oral, de no máximo 5 minutos, de cada um dos painéis programados, além dos momentos de intervalo ou término das sessões.
(d) Conteúdo do painel:
1. TÍTULO DO TRABALHO (em letras maiúsculas);
2. AUTOR;
3. INSTITUIÇÃO DO AUTOR;
4. APOIOS INSTITUCIONAIS RECEBIDOS PARA A PESQUISA (se houver);
5. OBJETO E OBJETIVOS: Descrição geral da pesquisa com definição clara do objeto e dos objetivos;
6. METODOLOGIA: Apresentar sinteticamente a metodologia ou forma de abordagem da pesquisa e suas fontes;
7. RESULTADOS E CONCLUSÕES: Indicar os principais resultados e conclusões obtidos, de acordo com os objetivos propostos;
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
Confira a relação dos GTs e trabalhos aprovados
Está no ar a lista dos GTs aprovados para o XIV CISO. Ao todo, foram 57 GTs inscritos com quase 1.800 propostas de trabalho. Desse total, foram aprovados 30 GTs e 588 trabalhos que deverão ser apresentados entre os dias 8 e 11 de setembro. Em breve, divulgaremos a programação final do evento com a lista das Mesas Redondas, Fóruns e Mini Cursos aprovados (clique aqui para ver o resultado).
Infelizmente, por incapacidade física efetiva – já que atingimos o limite máximo de espaço para o encontro (30 salas disponíveis para atividades simultâneas) –, algumas propostas não puderam ser contempladas.
Inicialmente os trabalhos foram selecionados pelos proponentes e coordenadores de GT, de acordo com a qualidade de cada trabalho e observando as seguintes regras:
(a) Composição do programa detalhado das três sessões de trabalho do GT, indicando o título das sessões e a ordem de apresentação dos trabalhos;
(b) Seleção, dentre as colaborações encaminhadas, 5 (cinco) trabalhos a serem apresentados por sessão, totalizando um limite máximo de 15 trabalhos;
(c) Seleção, dentre as colaborações restantes, até 6 (seis) trabalhos a serem apresentados sob a forma de painéis, em formato padrão definido no edital; Inicialmente estavam previstos a escolha de apenas três painéis, mas devido ao grande número de inscrições, ampliamos este número para seis.
(d) Observar, na composição da programação, a incorporação de pesquisadores de, no mínimo, 3 (três) diferentes unidades da federação e de 4 (quatro) diferentes instituições de ensino e pesquisa;
(e) Contemplar a participação de pesquisadores em diferentes etapas da carreira acadêmico-profissional;
Conforme previsto no edital do encontro, após essa fase, cada programação final de GT foi avaliada pela Comissão Científica, obedecendo aos seguintes critérios básicos:
1. observância das exigências detalhadas no edital para a formação dos GTs
2. qualidade da proposta original e análise do perfil dos coordenadores-proponentes
3. relevância da temática proposta para as ciências sociais;
4. qualidade das propostas de trabalho selecionadas pelos coordenadores-proponentes e consistência com a proposta do GT
5. organização lógica de cada sessão;
6. grau de distribuição de participantes em relação a (i) senioridade (pesquisadores em diferentes estágios de sua carreira e reconhecimento acadêmico); (ii) titulação (graduandos, pós-graduandos, pós-graduados); (iii) garantia de pelo menos 50% de trabalhos de pesquisadores residentes nos estados das duas regiões
7. número de propostas de trabalho recebidas inicialmente
8. representação das distintas disciplinas das ciências sociais entre os GTs
9. evitar GTs com temas sobrepostos
10. afinidade com a temática do evento.
A Comissão Científica é composta por representantes dos programas de pós graduação em Ciências Sociais do Norte e Nordeste e sua decisão é final, não cabendo recursos.
Infelizmente, por incapacidade física efetiva – já que atingimos o limite máximo de espaço para o encontro (30 salas disponíveis para atividades simultâneas) –, algumas propostas não puderam ser contempladas.
Inicialmente os trabalhos foram selecionados pelos proponentes e coordenadores de GT, de acordo com a qualidade de cada trabalho e observando as seguintes regras:
(a) Composição do programa detalhado das três sessões de trabalho do GT, indicando o título das sessões e a ordem de apresentação dos trabalhos;
(b) Seleção, dentre as colaborações encaminhadas, 5 (cinco) trabalhos a serem apresentados por sessão, totalizando um limite máximo de 15 trabalhos;
(c) Seleção, dentre as colaborações restantes, até 6 (seis) trabalhos a serem apresentados sob a forma de painéis, em formato padrão definido no edital; Inicialmente estavam previstos a escolha de apenas três painéis, mas devido ao grande número de inscrições, ampliamos este número para seis.
(d) Observar, na composição da programação, a incorporação de pesquisadores de, no mínimo, 3 (três) diferentes unidades da federação e de 4 (quatro) diferentes instituições de ensino e pesquisa;
(e) Contemplar a participação de pesquisadores em diferentes etapas da carreira acadêmico-profissional;
Conforme previsto no edital do encontro, após essa fase, cada programação final de GT foi avaliada pela Comissão Científica, obedecendo aos seguintes critérios básicos:
1. observância das exigências detalhadas no edital para a formação dos GTs
2. qualidade da proposta original e análise do perfil dos coordenadores-proponentes
3. relevância da temática proposta para as ciências sociais;
4. qualidade das propostas de trabalho selecionadas pelos coordenadores-proponentes e consistência com a proposta do GT
5. organização lógica de cada sessão;
6. grau de distribuição de participantes em relação a (i) senioridade (pesquisadores em diferentes estágios de sua carreira e reconhecimento acadêmico); (ii) titulação (graduandos, pós-graduandos, pós-graduados); (iii) garantia de pelo menos 50% de trabalhos de pesquisadores residentes nos estados das duas regiões
7. número de propostas de trabalho recebidas inicialmente
8. representação das distintas disciplinas das ciências sociais entre os GTs
9. evitar GTs com temas sobrepostos
10. afinidade com a temática do evento.
A Comissão Científica é composta por representantes dos programas de pós graduação em Ciências Sociais do Norte e Nordeste e sua decisão é final, não cabendo recursos.
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